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Bem-Estar e Saúde

As Vilas Termais de Portugal no Inverno: Água Quente, Ruas Vazias

Vapor sobre pedra, água que sai do chão a 70 graus e quartos a metade do preço. O inverno é quando as termas portuguesas fazem mais sentido.

28/08/20263 min de leitura
As Vilas Termais de Portugal no Inverno: Água Quente, Ruas Vazias

Foto: Historic thermal spa town, central Portugal

Há um certo tipo de manhã de janeiro no interior de Portugal em que o nevoeiro fica no vale até às onze e a única coisa quente em quilómetros vem debaixo do chão. É esse o caso das termas. Portugal tem vilas termais como a Áustria tem aldeias de esqui, só que quase ninguém fora do país fala delas e, no inverno, muitas vezes tem o sítio quase só para si.

Onde está a água

Chaves, em Trás-os-Montes, tem a nascente mais quente da península ibérica, a chegar à superfície a cerca de 73 graus. A vila já vale a viagem por si, com ponte romana, torre de menagem e pastelarias que ainda fazem pastel de Chaves fresco às quatro da tarde. São Pedro do Sul, perto de Viseu, é a mais movimentada e provavelmente a mais completa: edifício termal moderno ao lado das ruínas do balneário que os romanos usavam, com passeios à beira-rio quando precisar de ar. O Luso, aos pés da mata do Buçaco, junta os banhos a um dos passeios de floresta mais bonitos do país. Monfortinho, encostada à fronteira, é a mais sossegada, e a viagem por Idanha-a-Nova é metade do prazer.

Como é uma sessão

Reserva-se um circuito, não um tratamento, a não ser que tenha prescrição médica. Isso significa normalmente piscina interior à temperatura do corpo, jatos, banho de vapor, um mergulho frio e uma zona de repouso com chá. Noventa minutos é o horário habitual e 15 a 30 euros o preço habitual. Leve chinelos e touca, porque a maioria dos balneários exige ambos e cobra a quem se esquece.

A parte médica continua a existir e não é folclore. Há quem venha com problemas respiratórios, dores nas articulações ou pele sensível e fique num programa de duas semanas, muitas vezes prescrito pelo médico de família. Se lhe interessa, reserve diretamente com as termas e não através de um pacote de hotel.

Dormir e comer por menos

É este o argumento do inverno. Um quarto de pensão em São Pedro do Sul que custa 110 euros em agosto fica muitas vezes por 45 ou 55 em janeiro. Os restaurantes enchem-se de gente da terra em vez de excursões, e a comida fica pesada da melhor maneira: cozido, cabrito assado, sopa de couves e uma sobremesa feita quase só de gemas e açúcar. Um jantar para dois com vinho raramente passa dos 35 euros.

Como chegar

As quatro vilas pedem carro. Chaves fica a cerca de duas horas do Porto, São Pedro do Sul a hora e meia, o Luso a menos de uma hora e Monfortinho a cerca de três horas de Lisboa. As estradas do norte no inverno apanham nevoeiro e gelo pontual acima dos 700 metros, por isso vale mais sair tarde e conduzir devagar do que arrancar de noite.

Se quiser a versão de montanha de uma viagem de inverno, o nosso guia de snowboard na Serra da Estrela cobre a neve, e as páginas de turismo rural têm mais interior calmo.

FAQ

As termas portuguesas abrem no inverno?
As maiores sim. Chaves, São Pedro do Sul e Monfortinho funcionam todo o ano, enquanto algumas termas de aldeia fecham de novembro a fevereiro. Confirme na véspera, porque há casas fechadas à segunda-feira.
Quanto custa uma sessão termal?
Um circuito de piscina e vapor custa normalmente 15 a 30 euros por cerca de 90 minutos. Os tratamentos com prescrição médica são mais baratos e comparticipados para residentes.
Qual a melhor vila para uma primeira visita?
São Pedro do Sul pela mistura de spa moderno e balneário romano, Chaves se quiser uma vila com restaurantes, Luso se vier do Porto e quiser também caminhadas na mata.
É preciso marcar?
Ao fim de semana sim, sobretudo em janeiro e fevereiro, quando as famílias portuguesas fazem escapadinhas termais. A meio da semana costuma dar para chegar e entrar.
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