Clima, Praias e Passaporte UE: Os Três Trunfos de Portugal
Porque é que tantos investidores, trabalhadores remotos e reformados acabam por escrever as mesmas três razões na lista de mudança.
O tempo é normalmente o que começa a conversa. Lisboa tem perto de 2.800 horas de sol por ano, mais do que quase toda a Europa, e aqui o inverno são quinze ou dezasseis graus e um casaco que se tira ao meio-dia. Chove, e chove a sério, entre novembro e março, depois para e a luz volta de uma forma que muda mesmo a disposição das pessoas.
A costa faz o resto. Portugal tem cerca de 1.800 quilómetros de litoral com as ilhas, e muda de carácter a cada hora de estrada. O Algarve tem a água morna e abrigada e as arribas douradas. A costa oeste, da Ericeira até Sagres, é mais bravia, mais fria e melhor para surfar. O norte tem praias longas e vazias que mesmo em agosto sobram. Os Açores e a Madeira são outro clima, verdes e amenos o ano inteiro.
Depois vem a parte prática, a que transforma umas férias num plano. Portugal está na União Europeia e no espaço Schengen, os residentes circulam livremente pelo continente, e Lisboa e Porto têm voos diretos baratos para quase todas as capitais europeias. Nas cidades fala-se inglês. A internet é rápida e, tirando alguns pontos rurais, fiável. O país aparece sempre no topo do índice global da paz.
Nada disto o torna perfeito. A burocracia é lenta, a habitação nas duas grandes cidades é cara e está a piorar, e os salários não acompanham o norte da Europa. Mas se o que procura é sol, oceano, segurança e uma base europeia, poucos países juntam estas quatro coisas tão perto umas das outras.
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